fevereiro 06, 2012

Desaparatação

Eu sempre achei o Universo grande demais e poderoso demais para pessoas como eu. Pessoas que estão perdidas, tentando encontrar algo ou alguém que possa acolhê-las e lhes dizer que no fim tudo se resolverá, como nas novelas ou livros. Eu queria acreditar que faço a diferença e que algumas palavras que eu diga possam mudar vidas, simples assim. Mas ainda habita em nós, pensadores, a sutil diferença entre persuadir para o bem ou para o mal.
E é ai que o poder do Universo recai sobre nossos ombros.

janeiro 06, 2012

Você não pode escapar

Não consigo respirar em meio a tanta dor. Não consigo enxergar e nem ouvir as pessoas que vejo, com os olhos frios e negros que me assustam e me fazem enlouquecer.
Eu apenas lamento pelo meu passado próximo e choro pensando nos dias que hão de vir para me atormentar.
Estou com tanto medo, estou tão assustada! E no momento não tenho ninguém para pegar-me no colo, acariciar minhas maçãs e dizer que tudo ficará bem no fim... O que faço? Por que eu? Senhor, devolva-me a felicidade que nunca tive! Por favor! Ajude-me... Estou tão errada, e as lembranças me jogaram no fim da alameda.
Meus sorrisos não têm mais o mesmo valor, a mesma cor ou a mesma sinceridade. Socorro.

dezembro 20, 2011

Inutilidade externa

Se eu pudesse seguir sua melodia, nadaria pela sua partitura em busca de um lar. Eu engoliria minhas lágrimas para que você não ouvisse o seu tilintar ao chão. Não deixaria que te machucassem, mesmo sabendo que o seu maior carrasco sou eu. Eu jamais tocaria em seu coração, pois sou incapaz de lhe trazer sorrisos e afeto sem arrancar um pedaço de ti.
Se eu pudesse me afastar de seus olhos, eu o faria. Não lhe incomodaria mais com o som da minha voz esganiçada; não te chamaria mais de amigo, e lhe pouparia da minha companhia.
Se eu conseguisse ser mais forte, boa o suficiente, eu te deixaria livre para voar pelas alamedas a fora. Livre para buscar sonhos e ouro. Livre para ser feliz.
E eu mergulharia no mais fundo dos mares, nadando em busca dos pedaços do meu coração.

novembro 16, 2011

Celestial aos versos

Dou-te a morte para brincar de Deus
Dou-te a morte para vingar-me de meus erros banais
Dou-te a morte para que sofras pelo escárnio alheio
Dou-te a morte para que derrames lágrimas secas

Dou-te a morte para que desapareças de minha mente
Dou-te a morte para que sofras da injúria, do medo, e do abandono
Dou-te a morte para que meu sorriso seja mais limpo e mais vendido
Dou-te a morte pelos anos que se foram, e os que hão de vir

Dou-te a morte pelo simples ato de fabricar a dor
Dou-te a morte pelo meu amor que descansa na cova dos injustos
Dou-te a morte pelas minhas notórias decisões de esquecer de ti e lembrar de mim
Dou-te a morte para que o teu silêncio não respire mais

Dou-te a morte para que descanses em paz

outubro 03, 2011

Vencedor

"Você precisa aprender o que é prioridade"


Não há co-relação entre amor e dor. Apenas uma incessante luta por um posto mais alto em seus sentimentos. Se eu tivesse esse poder, escreveria uma carta a Deus, alegando ser injusto que a dor ganhe a maioria das vezes.

Mas, aposto que Deus diria: “É com a dor que você aprenderá a buscar por felicidade, por mim”. E talvez eu fosse entender quando ganhasse mais anos em minha bagagem de memória, quando a dor vencesse mais vezes em mim.

Um conselho bom que dou a mim mesma, é que a dor nem pode vencer sempre, por isso há uma competição entre ela e o amor.

E agora é o momento certo de lutar pelo amor.

setembro 19, 2011

Ligação

Sobrancelhas arqueadas, testa franzida. Olhos exprimidos e aguados. Boca fechada num aperto inconsciente, bochechas vermelhas feito maçã. Afeições rígidas e duras. Coração mole e penetrável. Pensamentos fracos.

Telefone mudo.

Garota fácil.

agosto 12, 2011

Anacrônico

Quando as palavras saem errado e eu sinto minhas mãos atadas. Eu respiro o medo, vejo o ódio, sinto o tremor.
Incoscientemente eu faço coisas que não deveria. Qualquer um faz. É a maneira que encontro de fugir, ou de aprender a errar novamente. Um Universo tão grande e tantas almas perdidas em busca de encontrar algo que as façam feliz.
É um tipo de abstnência insuperável. É um tipo de desespero que queima seus ossos pálidos. E tudo fica lento; o seu coração é o único que pulsa acelerado, mandando sangue ao seu cérebro para que ele consiga encontrar uma solução mais eficaz, mais rápida.
E não funciona. E tudo vai queimando por dentro. O que falta fazer?
O coração e o cérebro insistem que é só por hoje, e que amanhã tudo ficará bem e mais nada nos pertubará. E Eu não posso mais acreditar.
Não vou tomar mais uma dose de mentiras, não.